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Cerca de quase um terço dos idosos que vivem em comunidade
caem num período de um ano, e alguns sofrem conseqüências
graves como fraturas, hemorragias, traumas cranianos e até
óbito, direta ou indiretamente após a queda.
Alguns desenvolvem a chamada Síndrome Pós-Queda,
quadro clínico caracterizado por um pavor descontrolado de
andar novamente, mesmo sem apresentar problemas de locomoção
que impeçam a marcha.
Muitos já devem ter ouvido falar ou ter
conhecido algum idoso ou idosa que após uma queda, fraturou
a perna e ficou com dificuldade para andar. Talvez essa pessoa devesse
apresentar osteoporose, doença sobre a qual já estão
sendo realizadas campanhas de orientação, porém
a questão é por que houve a queda?
Cerca de quase um terço dos idosos que vivem
em comunidade caem num período de um ano, e alguns sofrem
conseqüências graves como fraturas, hemorragias, traumas
cranianos e até óbito, direta ou indiretamente após
o evento da queda. “Alguns desenvolvem a chamada síndrome
pós-queda, quadro clínico caracterizado por um pavor
descontrolado de andar novamente, mesmo sem apresentar problemas
de locomoção que impeçam a marcha”, afirma
Dr. Moisés Cohen, Professor Livre-Docente do Departamento
de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP e Diretor do Instituto Cohen.
Um tratamento multidisciplinar geralmente é
necessário para se tentar reabilitar a capacidade desses
pacientes.
As causas para quedas são multifatoriais.
Pode-se dividi-las em fatores de risco intrínsecos, problemas
inerentes à saúde do indivíduo, como uso inadequado
de muitos medicamentos, problemas visuais, doença de Parkinson,
osteoartrite de joelhos, lombalgia, incontinência urinária
entre outras, ou fatores de risco extrínsecos, que podem
ser modificáveis no ambiente ou nos hábitos como andar
com calçado com salto alto, usar sola escorregadia, tapetes
escorregadios, iluminação inadequada nos ambientes
de transição, chão encerado, escadas sem corrimão,
vasos sanitários, camas e cadeiras muito altos ou baixos,
sedentarismo ou prática de atividades físicas, como
a corrida.
“Por que é velho, cai e não
anda direito”. Este tipo de idéia é mais freqüente
do que se imagina, por não se saber diferenciar as alterações
do envelhecimento da presença de doenças, que podem
ser tratadas. O preconceito pelo simples fato da pessoa ser idosa
é nomeado deageism na língua inglesa e uma tradução
que tem sido usada na língua portuguesa seria “velhismo”.
“Cabe a todos os setores de educação
da sociedade difundir conhecimentos sobre o processo de envelhecimento
e a partir de reflexões e experiências da prática
na atenção à saúde ao idoso, poderemos
criar soluções para garantir uma terceira idade com
mais qualidade”, completa Dr. Cohen.
SETOR DE AVALIAÇÃO E TREINAMENTO SENSÓRIO-MOTOR
Criado em 2003, o Setor de Avaliação e Treinamento
Sensório-motor é um serviço oferecido pelo
Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina
do Esporte. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida diária
e esportiva das pessoas, o serviço visa o tratamento dos
mais diversos tipos de desequilíbrios musculares, inseguranças
em relação ao retorno para as atividades diárias
ou esportivas e à prevenção de re-lesões,
além de trabalhar a prevenção de quedas na
terceira idade.
“Toda a reeducação muscular
e dos receios pós-lesão ou pós-cirúrgico
é realizada através de treinos funcionais e de distúrbios
gerados por equipamentos especiais e por estímulos específicos
pelo fisioterapeuta, gerando um bombardeio de estímulos os
quais farão com que os sistemas nervosos periférico
e central reaprendam a reagir as instabilidades”, explica
Gustavo Almeida, fisioterapeuta do Instituto Cohen.
EQUIPAMENTOS UTILIZADOS
“Dispomos dos mais diversos tipos de equipamentos especiais
para cada tipo de lesão sendo ela de membros inferiores ou
superiores. Como exemplos temos o trampolim acrobático de
cinco metros o qual gera reação à carga e ajuda
a desenvolver a confiança e respostas musculares mais adequadas
para determinados distúrbios; o colchão com densidade
apropriada que gera desequilíbrios também, porém
o indivíduo necessita estar com força adequada depois,
ao contrário do trampolim, gera resistência; o balancer
e balancim, os quais trabalham o equilíbrio estático,
a postura e a confiança no reequilíbrio na descarga
de peso inicial”, completa o fisioterapeuta.
Esses treinos são adaptados ao tipo de atividade
do indivíduo, sendo ele atleta ou não, fazendo deste
um trabalho totalmente personalizado.
A equipe é composta por seis fisioterapeutas
habilitados para avaliar e desenvolver treinamentos adequados para
cada caso. Dispomos dos mais variados tipos de equipamentos para
treinamento do equilíbrio, coordenação, percepção
sensorial e, até mesmo, do gesto esportivo.

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