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A mão é um órgão sensitivo
e motor, e seu funcionamento normal depende da integridade
de seus vários tecidos. Quando existe o comprometimento
de qualquer estrutura, como pele, ossos, nervos, vasos,
tendões, articulações ou ligamentos
podemos comprometer a sua função.
O diagnóstico de diversas patologias que envolvem
este segmento corporal, depende essencialmente do conhecimento
anatômico e fisiológicos normais. Portanto,
é pré-requisito o estudo da anatomia funcional
e a propedêutica da mão não difere
na essência de outras regiões. Deve ser
baseada na identificação do paciente,
história, antecedentes pessoais, antecedentes
familiares, exame físico geral ortopédico,
exame físico especializado e exames subsidiários.
A região do punho é delimitada pela extremidade
distal do rádio e ulna, indo até os metacárpicos.
Verifica-se que esta articulação compreende
dois complexos articulares: as articulações
radiocárpica e mediocárpica.
Na palpação observamos alguns pontos importantes:
na parte proximal, palpamos a estilóide radial
e a estilóide ulnar. A primeira é mais
distal, enquanto que a estilóide ulnar é
mais proeminente no sentido dorsal.
O rádio e a ulna formam, ao nível do punho,
uma articulação, a radioulnar distal que,
ao lado da radioulnar proximal, são responsáveis
pelo movimento de prono-supinação do antebraço.
Nas lesões traumáticas do punho, devemos
pensar na fratura de numa estrutura localizada ao nível
da tabaqueira anatômica, o escafóide, que
é a mais freqüente do carpo e nas lesões
ligamentares, principalmente na escafoulnar.
O cotovelo é uma articulação sinovial
e, junto com a articulação do ombro, tem
a função de levar a mão a todos
os locais do espaço. Necessita-se, para isso,
estar com todos os movimentos preservados e sem dor.
A articulação do cotovelo é formada
por três ossos: o úmero distal, a cabeça
do rádio e a ulna. O úmero distal é
formado pelo capítulo, que é lateral e
se articula com a cabeça do rádio, enquanto
que medialmente observa-se a tróclea, com formato
de carretel que se articula com a cavidade semilunar
da ulna.
A estabilidade do cotovelo é dividida em estática
e dinâmica; a estática é formada
pela própria articulação, cápsula
articular e complexos ligamentares medial e lateral,
e a dinâmica, pela musculatura.
A propedêutica do cotovelo se equivale à
da mão e do punho, começando pela história
clínica cuidadosa, pois várias patologias
têm repercussão no cotovelo, como as doenças
reumáticas, gota úrica e patologias cervicais.
A dor costuma ser a primeira razão que leva o
paciente a procurar o ortopedista, acompanhada freqüentemente
da limitação do movimento do cotovelo.
Entre as causas dessas limitações, devem-se
destacar as fraturas, luxações, malformações
congênitas (sinostose) e processos reumáticos.

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